Investigação aponta possível desvio de grandes valores de entidades de caridade no Centro do Rio

Jornal Diario do Rio
Investigação aponta possível desvio de grandes valores de entidades de caridade no Centro do Rio A histórica igreja da Rua do Rosário, esquina com Avenida Rio Branco, se tornou mais um ícone do abandono, desde que uma única família tomou o controle de uma irmandade católica / Foto: Wikipedia

Uma investigação judicial revelou que uma organização criminosa pode ter desviado grandes quantias de dinheiro de instituições de caridade e irmandades religiosas históricas no Centro do Rio de Janeiro. O caso vem sendo tratado pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital fluminense.

A magistrada responsável determinou o afastamento de Brígida Rachid José Pedro da administração de quatro organizações católicas, após o Ministério Público apresentar denúncia por crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro. Segundo as apurações, o esquema teria gerado um prejuízo estimado em pelo menos R$ 12,7 milhões, embora familiares e partes envolvidas sugiram que o rombo possa ultrapassar meio bilhão de reais.

As irmandades investigadas — como a Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte e a Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz — são associações sem fins lucrativos, com séculos de história dedicados à caridade e ao culto religioso. Elas possuem imóveis e patrimônios significativos no Centro do Rio.

De acordo com as investigações, após assumir a administração dessas entidades, Brígida teria transferido vários imóveis das irmandades para seu nome por valores muito abaixo do mercado e usado empresas de fachada para gerir os bens, o que teria permitido a extração de recursos de forma irregular. A denúncia judicial também menciona a criação de um negócio próprio que administrava esses ativos com sede declarada em um endereço sem estrutura real de empresa.

Além disso, a antiga provedora teria fechado ao público uma igreja histórica para supostamente usar parte das receitas de aluguel e outras atividades para benefício próprio. A Justiça entende que havia risco de “dilapidação patrimonial irreversível” do patrimônio religioso e cultural dessas instituições.

Com a denúncia aceita, Brígida Rachid foi afastada da gestão das entidades e proibida de acessar suas contas e documentos. A Arquidiocese do Rio nomeou um interventor provisório para tentar reorganizar a administração das irmandades, proteger seu patrimônio e retomar as atividades assistenciais e religiosas.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.