Fabio L. Dalboni
Relatório de Mercado financeiro - 04/03/2026
Monitor de riscos de mercado indica risco alto para o ambiente de renda variável. Olá investidores,
O custo de seguro para petroleiros que atravessam o estreito de Ormuz disparou 50%, pressionando o tráfego na região. Nos EUA, o sentimento do investidor recuou para 32 pontos, permanecendo na zona de medo, enquanto a busca por proteção de carteira em Wall Street atingiu patamares elevados.
No Brasil, as expectativas de corte de juros mudaram: antes da guerra, havia 80% de probabilidade de redução de 50 bps; agora, os investidores se dividem entre cortes de 25 ou 50 bps. Já nos EUA, a aposta majoritária é pela manutenção das taxas na reunião marcada para daqui a 14 dias.
A curva de volatilidade do VIX — o “índice do medo” — mostra aumento de estresse no mercado, sinalizando impactos negativos nas bolsas caso a incerteza persista. O contrato futuro do petróleo registra sua maior volatilidade em 52 semanas (IVRank: 102,8%).
As corretoras americanas também elevaram os níveis de margem para recordes históricos, com alta de 4,4% em relação a janeiro — oitava elevação consecutiva. Ouro e prata tiveram realização de lucros ontem, possivelmente por investidores alavancados sendo forçados a encerrar posições.
O indicador de Warren Buffet renovou topo histórico, reforçando a percepção de que as bolsas americanas estão caras. O Bitcoin, por sua vez, tem se comportado mais como ativo de risco do que como reserva de valor, exigindo cautela dos investidores de cripto em cenários de “risk-off”.
A bolsa brasileira também refletiu o aumento da incerteza trazida pelo conflito, recomendando prudência antes de assumir novos riscos. No quadro de riscos, a busca por colateral (garantias) volta a ganhar destaque.
O mercado segue fragilizado após esses movimentos. O foco continua sendo preservar capital.
Bons trades.
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