Fabio L. Dalboni
Relatório de Mercado financeiro - 02/03/2026
Monitor de riscos de mercado indica risco alto para o ambiente de renda variável. Olá investidores,
Um novo conflito surge no cenário internacional.
O Estreito de Ormuz, um dos principais chokepoints globais, concentra aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo. A duração dessa guerra poderá gerar impactos relevantes nas economias e nos mercados financeiros.
De acordo com estudo compilado por IEA, EIA, OPEP e OCDE (2024):
- Até 7 dias de conflito: choque imediato nos preços e aumento da volatilidade dos contratos futuros de petróleo. Hoje, o IVRank do WTI atingiu 76,9%, nível considerado bastante elevado.
- Até 1 mês: efeitos começam a contaminar as bolsas, ampliando a pressão sobre a macroeconomia e podendo provocar desaceleração.
- Acima de 90 dias: risco de racionamento da commodity em alguns países.
Dois pontos adicionais merecem atenção:
- O uso da reserva estratégica americana de petróleo (SPR).
- O custo do seguro de transporte na região, que pode sofrer reajustes imediatos em função da guerra.
- Risco do Irã, atacar infra-estrutura Petrolífera de outros países do golfo pérsico e depois sofrer retaliação na mesma moeda. (Cenário extremo)
Como a economia mundial ainda depende fortemente do petróleo, sua valorização eleva expectativas de inflação. Isso leva bancos centrais a manter ou elevar juros para conter pressões inflacionárias, o que pode frustrar movimentos positivos nas bolsas.
No mercado:
- Sentimento dos investidores: índice de medo em 38.
- Gamma Exposure (SPX): indica faixa de preços entre 6.500 e 7.100 pontos.
- Curva de juros: nos EUA, alta média entre 0,50% e 1%; no Japão, queda mais acentuada, em torno de 2%.
- Petróleo: segue em alta de 8%.
Cautela é indispensável. Evite exposição excessiva ao risco e mantenha o foco na preservação de capital.
Bons trades.
Entenda como o medidor de riscos funciona, clicando aqui.



COMENTÁRIOS