Fernando Peregrino
SE ENGAJA UFRJ!
Concurso de soluções inovadoras da UFRJ
A UFRJ se engaja na soluçao de desafios
A Universidade Federal do Rio de Janeiro sempre esteve na linha de frente dos grandes desafios nacionais. Respondeu na saúde, com pesquisas de impacto internacional como a polilaminina desenvolvida pela professora Tatiana Sampaio.
Respondeu na engenharia, ajudando o Brasil a dominar a exploração de petróleo e gás em águas profundas. Respondeu na formação de quadros estratégicos para o Estado, a indústria e a sociedade.
Agora, a UFRJ, sob a liderança de seu Reitor, Roberto Medronho, decide fazer algo igualmente relevante — e inédito - no contexto das universidades públicas brasileiras: transformar seus próprios desafios em política estruturada de inovação. Não se trata de um projeto isolado. Trata-se de uma política institucional. Um concurso de soluçoes inovadoras para seus desafios nos campi. O Concurso tambem chamado de "se engaja UFRJ"
Grandes universidades internacionais, como o MIT, Stanford e Berkeley, já mobilizaram suas comunidades para enfrentar problemas ambientais e energéticos em seus campi, consolidando o conceito de “laboratório vivo”.
Mas no Brasil nenhuma universidade pública federal estruturou de forma sistêmica um programa que convoca sua própria comunidade para enfrentar, com suas ideias e propostas, simultaneamente, desafios estratégicos que vão da segurança institucional à governança operacional.
Assim a UFRJ se propõe enfrentar sete temas estruturais:
• Segurança nos campi
• Alimentação coletiva
• Comunicação e conectividade
• Gestão de resíduos sólidos
• Uso eficiente de água e energia
• Mobilidade
• Sustentabilidade operacional
Esse conjunto não é trivial. Ele toca diretamente a qualidade da vida acadêmica, a permanência estudantil, a eficiência administrativa e o equilíbrio financeiro da instituição. O caráter pioneiro está em dois aspectos centrais.
Em primeiro lugar, na amplitude temática: não é apenas sustentabilidade ambiental, mas segurança, alimentação, logística e governança.
Em segundo,— e talvez mais importante — na utilização do poder de compra do Estado como instrumento de indução à inovação. A UFRJ movimenta aproximadamente 300 milhões de reais anuais em aquisições e contratos. Tradicionalmente, como ocorre na maior parte do setor público, esses recursos são direcionados para adquirir soluções já consolidadas no mercado. O que se propõe agora é diferente: utilizar parte desse orçamento para estimular e eventualmente contratar soluções desenvolvidas pela própria comunidade universitária extraídas desse concurso feito com sua própria comunidade. Isso significa transformar despesa em estratégia. Significa alinhar pesquisa, extensão, planejamento e gestão.
Significa romper com a lógica passiva de consumo tecnológico e de modelos tradicionais. Vejam o caso do campus da Praia Vermelha que se renova fisicamente — com a concessao do Canecão, com contrapartida de um restaurante universitário e um prédio acadêmico — simboliza a aproximação com o ecossistema de inovação, como mudança profunda acontecendo no plano institucional. A UFRJ deixa de ser apenas produtora de soluções para fora e passa a estruturar um modelo de inovação para dentro. Voltando-se para sim.
Se essa política se consolidar, poderá servir de referência para todo o sistema federal de ensino superior. O pioneirismo não está apenas na ideia do concurso.
Está na decisão em desafiar a sua própria comunidade a transformar a inovação em instrumento permanente de mobilização e governança. Essa transformação se completa com o engajamento de entidades tradicionalmente parceiras, como o CENPES/PETROBRAS, e o CETEM.
Essa não é apenas uma iniciativa administrativa.É uma escolha estratégica.
Fernando Peregrino
Pro-reitor de Gestão e Governança



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