Fabio L. Dalboni
Relatório de Mercado financeiro - 04/02/2026
Monitor de riscos de mercado indica risco alto para o ambiente de renda variável. Olá investidores,
Fevereiro se inicia, historicamente reconhecido como o segundo mês mais desafiador para os mercados acionários, superado apenas por setembro em termos probabilísticos.
Após um forte rally nas commodities metálicas, a volatilidade voltou a ganhar espaço nos mercados tradicionais. A prata, por exemplo, registrou queda de aproximadamente 31% em apenas um dia na última sexta-feira, levantando a dúvida sobre a possibilidade de esse movimento se estender para outros ativos.
As criptomoedas, reconhecidas como ativos de risco com menor liquidez, têm funcionado como indicadores líderes, antecipando tendências relevantes. Nos Estados Unidos, o sentimento dos investidores retornou à zona de medo, com o índice marcando 41 pontos. Já no Japão, os juros seguem em alta, pressionando a política monetária e aumentando os riscos para o carry trade, sobretudo diante da chance de uma valorização abrupta do iene.
O petróleo, após recuar cerca de 5% na segunda-feira, apresenta leve alta nesta manhã. Na B3, alcançamos mais um topo histórico; uma realização pontual é vista como saudável e não compromete a tendência de médio prazo. O Banco Central do Brasil sinalizou o início do ciclo de cortes de juros a partir de março de 2026.
Nosso indicador de risco aponta para níveis elevados no mercado financeiro. Caso os preços iniciem uma queda, a volatilidade tende a se intensificar na busca por liquidez.
Mantenha-se estratégico, realista e disciplinado: controle sua alavancagem, proteja sua carteira e permaneça vigilante.
Bons negócios.
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