Eleições Rio 2026: tabuleiro estadual indefinido
Nomes se movimentam, mas o projeto ainda não apareceu
Seja um colaborador: pix@tribuna.com.br O tabuleiro político do Rio de Janeiro começa a se mover para 2026. Pesquisas são divulgadas, alianças são costuradas, decisões judiciais aguardadas, e antigos protagonistas voltam a testar seu fôlego.
O TABULEIRO SE MOVE
Eduardo Paes consolida apoios. A direita busca um nome competitivo. Wilson Witzel ensaia retorno. Garotinho consulta sua base sobre eventual candidatura. Lideranças do interior reposicionam forças. Mudanças no primeiro escalão do estado e do município sinalizam rearranjos.
O cenário está aberto. Mas há uma questão que ainda não apareceu com a força necessária: o projeto de estado.
Historicamente, o Rio vota sob influência de ondas nacionais, emoções acumuladas, rejeições ou rupturas narrativas. Raramente a disputa é ancorada em planejamento territorial de longo prazo.
OS DESAFIOS SÃO ESTRUTURAIS
O estado recebe milhões de visitantes por ano e pode ampliar esse número significativamente. A capital é vitrine global. Mas menos de 10% dos alimentos consumidos no território fluminense são produzidos internamente.
O interior tem vocações consolidadas – citricultura com indicação geográfica, proteína animal, lácteos, horticultura de precisão, agroindústria – e ainda assim permanece subaproveitado como plataforma estratégica de abastecimento, exportação e segurança alimentar.
A eleição que se desenha tende a ser disputada por nomes fortes. Pode haver segundo turno imprevisível. O interior poderá ser determinante. Decisões judiciais podem alterar o quadro. O cenário é fluido.
Mas independentemente de quem esteja na disputa, o Rio continuará enfrentando os mesmos dilemas:
- Como integrar capital e interior de forma econômica e logística?
- Como transformar o turismo em plataforma estruturante de renda?
- Como fortalecer a produção agroindustrial com rastreabilidade e valor agregado?
- Como reorganizar o estado a partir de planejamento territorial consistente?
- Como recuperar competitividade industrial e portuária?
A disputa de 2026 pode ser uma disputa de nomes. Mas o Rio precisa que seja uma disputa de projetos.
É nesse espírito que a Tribuna da Imprensa propõe uma provocação institucional aos pré-candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.
COBERTURA TRIBUNA
A Tribuna abrirá espaço equânime para que todos os pré-candidatos apresentem suas propostas organizadas em cinco eixos estruturais:
- Integração Capital–Interior
- Soberania Alimentar e Agro de Precisão
- Turismo como Plataforma Econômica
- Retomada Industrial e Logística
- Governança com Planejamento Territorial
Mais do que entrevistas, queremos propostas estruturadas. Mais do que slogans, queremos planos.
O Rio precisa amadurecer seu debate. E o eleitor fluminense merece votar conhecendo o projeto de estado que cada candidatura propõe.
A disputa começou. Que ela seja elevada.



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