De que forma podemos destravar o financiamento para o setor de agropecuária?
Para que o Brasil alcance suas metas climáticas e fortaleça a segurança alimentar, é crucial destravar o financiamento para a agropecuária de baixo carbono. Apesar das 141 NDCs que propõem ações climáticas na agricultura, a falta de métricas harmonizadas e a ausência de parâmetros claros para investimentos dificultam o fluxo de recursos.
Algumas ações prioritárias podem ser destacadas para que seja possível avançar na agenda do financiamento climático. São elas:
• Estabelecer critérios objetivos e mensuráveis: definir métricas claras para adaptação, mitigação e segurança alimentar, incluindo uma taxonomia verde e sistemas de MRV robustos;
• Diversificar as fontes de financiamento: acessar recursos de bancos multilaterais, mercado financeiro, filantropia e mecanismos da UNFCCC, além de distinguir entre financiamento público e privado;
• Criar produtos financeiros customizados: desenvolver linhas de crédito alinhadas às necessidades das diferentes cadeias produtivas, considerando as particularidades de pequenos, médios e grandes produtores;
• Incentivar a adoção de práticas sustentáveis: priorizar a recuperação de áreas degradadas, a captura de carbono no solo, a utilização mais eficiente de insumos e a promoção de serviços ambientais;
• Resolver questões regulatórias e fundiárias: superar os gargalos da regularização fundiária e garantir segurança jurídica para os produtores;
• Capacitar agentes financeiros e produtores: treinar agentes bancários e produtores rurais para que o financiamento climático ganhe escala.
O Brasil deve se habilitar para captar recursos internacionais, com políticas claras que estimulem a descarbonização, e utilizar o mercado de carbono como forma de ampliar projetos de mitigação. Por meio dessas ações, o país poderá consolidar seu papel como líder em agricultura de baixo carbono e garantir um futuro mais sustentável para o setor.







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