Pai da Santo de Anitta vai a ato bolsonarista na Paulista e recebe críticas
Sérgio Pina gravou vídeos com o ex-presidente e Michelle Bolsonaro, que agradeceram a sua presença na manifestação
Ségio Pina e Jair Bolsonaro em evento na Paulista - @duduglamour O Pai de Santo da cantora Anitta, Sérgio Pina, foi hostilizado nas redes sociais por ter participado do ato pró-anistia em prol dos réus do 8 de Janeiro, realizado neste domingo (6), na Avenida Paulista, em São Paulo.
No evento, o candomblecista foi apresentado aos manifestantes por Michelle Bolsonaro como um "representante das religiões de matrizes africanas". As imagens nas redes sociais despertaram a indignação de internautas contra o religioso no ato Bolsonarista. Mas ele também recebeu apoio de internautas seguidores da Umbanda e Candomblé, inclusive de evangélicos.
O próprio Sérgio Pina postou registros da sua viagem rumo a São Paulo na sua conta no Instagram.
Uma das postagens, um vídeo, mostra a Pai de Santo desembarcando no aeroporto, no sábado (5) à noite. Perguntado pelo produtor do filme (@duduglamour) sobre o como estava o coração para o “o grande encontro”, Pina disse que estava “ansioso” para participar da “luta, da batalha, do bem”.
No texto da postagem do vídeo, o responsável pelo conta do Pai de Santo reproduziu uma das críticas sofridas por Pina:
“Se tivesse ido vestido de Pai de Santo, eles tinham te escorraçado daí! O povo padece por falta de conhecimento, misericórdia’, disse uma internauta, que foi rebatida por Pina:
“Na próxima vez, em São Paulo, vou a caráter com as vestes e indumentárias da minha fé. Pelos anos de convívio, sei que serei bem tratado”, disse o Pai de Santo de Anitta.
Entre os conteúdos postados por Sérgio Pina está um vídeo com o Bolsonaro, no qual Pina pergunta ao ex-presidente Jair o que representava aquele dia para o ex-mandatário:
“Nós não aceitamos injustiça. Estamos unidos em uma causa que mexe com todos os brasileiros de bem e que tem coração grande. É inadmissível tantos inocentes, pessoas idosas, mulheres, mães condenadas por um crime impossível, por um golpe que não houve. A sua presença, favorável à anistia, nos enche o coração de alegria e somos gratos por essa posição corajosa, nesse momento”, disse Bolsonaro.
No mesmo vídeo, o Pai de Santo também pede um depoimento a Michelle Bolsonaro à qual agradece a realização do ato:
"Eu quero agradecer à senhora pelo encontro, por esse empenho nosso, por essa disposição de estarmos juntos nesse momento tão importante de anistia, de trazermos de volta os nossos irmãos, por esse carinho dessa família maravilhosa", disse ele à Michelle Bolsonaro, que respondeu, após abraçá-lo:
"Deus não faz distinção de pessoas. Nesse momento estamos todos juntos, cidadãos de bem, homens e mulheres, lutando pela anistia humanitária. Aqui, independente de religião, de raça, independente de opção sexual, nós estamos todos juntos, brasileiros, em prol da anistia humanitária", ela respondeu a Sérgio Pina antes de agradecê-lo pela presença.
Pina e Michelle Bolsonaro - @duduglamour
Na conta de Sérgio Pina houve quem criticasse e ficasse a favor:
“Não pode ser chamado de Pai, se você apoia golpe contra seu próprio país. Não quero saber de quem é pai de santo, sua postura fere uma religião inteira! E não é sobre posicionamento político. Todos são livres para apoiar quem quiser, porém romantizar quem é contra sua religião. No Palácio do Planalto, a pintura "Orixás", da artista Djanira Motta foi retirada no governo desse senhor, [que] nunca deu apoio ao povo tradicional de matriz africana. Meu querido, então quer apoiar, tire seus fios e não desonre seus ancestrais que morreram, muitas vezes, por mãos de pessoas como essa que hoje você declara apoio”, disse um internauta.
“Esse senhor sabe que está sendo usado? Não é possível tamanha inocência. Se Bolsonaro fosse ainda o presidente ele jamais iria querer dividir palco com um ‘pai de santo’", perguntou ironicamente outro usuário da rede.
“Ver a turma do ‘amor’ criticar um Pai de Santo porque ele se uniu em prol de um bem maior, que é liberdade para os inocentes, é puro suco de hipocrisia”, afirmou uma instagrammer.
“Sou evangélica, mas, se apoia o lado certo. Está de parabéns”, disse outra
“Parabéns! Sou de candomblé e me sinto representado pelo senhor. Benção, meu velho”, comentou um usuário.
“Pai, me senti representada. Sou de umbanda há 30 anos e sou de direita”, disse outra seguidora das religiões de matriz africana.
Pina na Paulista - @duduglamour







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