Fabio L. Dalboni
Relatório de Mercado financeiro - 16/10/2026
Monitor de riscos de mercado indica risco alto para o ambiente de renda variável. Olá investidores,
Os investidores americanos voltaram à zona de medo, segundo Fear and Greed index, com o indicador marcando 32 pontos.
Seguimos dentro da faixa de 7.500 a 7.900 pontos no S&P 500, de acordo com a leitura da cadeia de opções. A divergência setorial, tema recorrente nas minhas análises mais recentes, permanece bastante evidente.
A abertura dos mercados americanos indica estabilidade. Nos futuros, o S&P 500 avança 0,23%, enquanto o VIX recua 2,86%, negociado em 16 pontos. O DXY cede 0,33%, para 101,5 pontos. Já o petróleo Brent mantém-se acima de US$ 105 por barril, com queda de 0,77%.
Hoje ocorre o OPEX, o vencimento mensal dos contratos de opções. Após esse evento, o mercado tende a ganhar maior liberdade de movimentação em ambas as direções, reduzindo parte das amarras impostas pelo fluxo de derivativos.
Diante desse cenário, as proteções das carteiras foram reforçadas.
Apesar da forte queda observada ontem nos rendimentos dos Treasuries em todos os vértices da curva, o indicador de escassez de colateral que acompanho não apresentou melhora relevante. Ao mesmo tempo, o Federal Reserve manteve a liquidez praticamente estável na semana, com variação de -0,24%.
No Brasil, o VIX da B3, conhecido como o índice do medo da bolsa brasileira, atingiu o maior nível dos últimos 12 meses. A volatilidade implícita segue elevada, refletindo a incerteza associada ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25/10.
Em momentos como este, cautela continua sendo uma das melhores estratégias. Afinal, preservar capital é tão importante quanto buscar retornos.
Bons trades.
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