Seja um colaborador do jornal: pix@tribuna.com.br As eleições para o Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda não ocupam o centro do debate público, mas já movimentam intensamente os bastidores da política fluminense.
Partidos reorganizam suas estruturas, lideranças ampliam articulações, alianças começam a ser desenhadas e potenciais candidaturas passam gradualmente a ganhar forma. Como ocorre em todo ciclo eleitoral, cresce a curiosidade em torno dos nomes que disputarão o Palácio Guanabara.
Quem será candidato? Quem reunirá as maiores alianças? Quem terá mais recursos? Quem conseguirá construir a narrativa mais convincente?
São perguntas legítimas. Mas talvez não sejam as mais importantes.
O Rio de Janeiro atravessa um momento decisivo de sua história. O estado enfrenta desafios fiscais persistentes, dificuldades na prestação de serviços públicos, gargalos logísticos, desigualdades regionais históricas e a necessidade cada vez mais urgente de redefinir sua estratégia de desenvolvimento para as próximas décadas.
Diante desse cenário, a questão central não deveria ser apenas quem pretende governar o Rio de Janeiro, mas qual Rio de Janeiro cada candidatura pretende construir. O debate que se aproxima exige mais do que slogans, promessas genéricas ou disputas de marketing político. Exige visão de Estado.
TEMAS ESTRUTURANTES
O Rio é diverso demais para ser compreendido a partir de um único ponto de vista. Os desafios da Região Metropolitana não são necessariamente os mesmos do Norte Fluminense. As demandas das Baixadas Litorâneas diferem das prioridades da Região Serrana. O potencial econômico da Costa Verde convive com realidades distintas das encontradas no Centro-Sul Fluminense.
Cada território possui vocações próprias, obstáculos específicos e oportunidades singulares. Por isso, discutir o futuro do Estado exige ouvir as regiões. Mais do que perguntar quem governará o Rio, é preciso perguntar quais respostas serão apresentadas para os desafios que impactam diretamente a vida dos fluminenses.
- De onde virão os investimentos necessários para recuperar a capacidade de crescimento do Estado?
- Quais projetos estruturantes serão capazes de fortalecer a indústria, modernizar a logística e ampliar a competitividade da economia fluminense?
- Como transformar o turismo em instrumento permanente de geração de renda, empregos e desenvolvimento regional?
- Que políticas serão adotadas para qualificar trabalhadores e preparar os jovens para os desafios da nova economia?
- Como garantir responsabilidade fiscal, previsibilidade administrativa e capacidade de investimento público sobretudo em saúde e educação?
- E qual será a estratégia efetiva para enfrentar a violência, combater a economia do crime e recuperar territórios hoje submetidos à influência de organizações criminosas?
Essas não são perguntas da Tribuna da Imprensa. São perguntas do Rio de Janeiro, desafios que permanecerão existindo independentemente de quem vença a eleição.
TRIBUNA SUMMIT RJ 2026
Foi a partir dessa compreensão que nasceu o TRIBUNA SUMMIT RJ 2026. O projeto parte de uma premissa simples: as regiões fluminenses devem participar da construção da agenda pública estadual.
Pela primeira vez, representantes dos diversos territórios do Estado serão convidados a formular previamente questões relacionadas aos principais desafios estruturantes do Rio de Janeiro. As perguntas serão construídas a partir das realidades locais, reunindo contribuições de lideranças regionais, associações empresariais, universidades, cooperativas, setor produtivo, organizações da sociedade civil e especialistas.
O objetivo não é promover confrontos políticos e sim, produzir respostas. Durante o Summit, candidatos ao Governo do Estado serão convidados a responder perguntas construídas a partir dos territórios fluminenses. As respostas serão registradas publicamente e incorporadas à Carta do Rio, documento destinado a reunir compromissos, prioridades e propostas para o desenvolvimento do Estado.
Mais do que um evento eleitoral, o TRIBUNA SUMMIT pretende consolidar uma plataforma permanente de diálogo, acompanhamento e integração regional.
Porque governos passam, mas os desafios permanecem. E o desenvolvimento do Rio de Janeiro exige algo que transcende campanhas, mandatos e disputas partidárias: a capacidade de construir uma agenda coletiva para o futuro.
O jogo político começa a ganhar forma, e o futuro do Rio de Janeiro não será definido apenas pelas candidaturas que surgirem no tabuleiro.
Será definido pela qualidade das respostas apresentadas aos desafios que o Estado precisa enfrentar.





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